Quantas vezes nos pegamos pensando no passado e nos perguntando: "se eu tivesse feito assim", "se eu tivesse dito isso", "se eu tivesse ido lá" e as mais variadas combinações de "ses" e "tivesses"?Na verdade vivemos nos remoendo em idéias, lembranças pessoas e acontecimentos passados que na maioria das vezes só nos causam dor e em nada nos beneficiam em nosso momento atual. Ao invés de ficar pensando no que não se realizou, que tal planejar o futuro e viver intensamente o presente? Porém, para isso é necessário estar livre do passado, é preciso renovar-se.E por falar em renovar-se, lembrei-me de uma estória que retrata o processo de renovação de uma ave: A águia: A águia é a ave de maior longevidade, chegando a viver setenta anos. Porém, para chegar a essa idade é obrigada a tomar uma difícil decisão. Nessa idade a águia está com as unhas compridas e flexíveis e não consegue mais agarrar as presas das quais se alimenta; o bico, alongado e pontiagudo, se curva; as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, já não permitem mais o vôo garboso. Então, a águia só tem duas alternativas: morrer ou enfrentar um doloroso processo de renovação que dura perto de cento e cinqüenta dias.Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher a um ninho, próximo a um costão protegido, de onde ela não precise sair. Quando encontra esse lugar, a águia bate o bico na pedra até conseguir arrancá-lo e espera pacientemente nascer um novo bico. Com esse novo bico arranca as velhas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. Só depois de cinco tenebrosos meses, ela sai para o seu vôo de renovação para então viver mais trinta anos. Diante disso penso que também temos duas alternativas, não tão trágicas quanto à da águia - viver lamentando o passado e choramingando a vida toda ou planejar o futuro vivendo intensamente o presente. Na segunda opção o "presente" nos oferece diariamente a oportunidade de tornar a nossa vida da maneira que a queremos, embora só seja possível quando se trabalha para isso. E o trabalho diário, em nossas vidas, exige de nós metas, idéias, estratégias, concentração e muita perseverança (que particularmente eu chamo de insistência e às vezes teimosia).Faça uma auto-análise e avalie o grau de suas virtudes como persistência, autoconfiança, estabilidade emocional, ambição (não insana), fidelidade aos superiores, lealdade à empresa onde trabalha, ética e também: como anda sua formação técnica, sua experiência e perspectiva profissional. Permita a autocrítica. Enxergue as suas virtudes e tenha coragem para mudar os seus defeitos, deixar de lado velhos conceitos e desenvolver novos talentos.Lembra daquelas promessas de início de ano que você fez na praia (ou qualquer outro lugar)? O curso de inglês, o regime, o parar de fumar, o novo emprego, o novo carro ou simplesmente: "esse ano vai ser diferente"? Então, o que você já realizou, ou melhor, renovou? Aproveite o hoje e trace planos, estratégias, faça um orçamento financeiro, crie tempo, inicie algo novo em sua vida, mesmo que seja algo que para os outros seja pequeno, mas que mostre a você um espírito renovado - ou ao menos disposto a renovar-se. Assim, como a estória da águia poderemos sair para o nosso Vôo da Renovação. Felizes e realizados.
terça-feira, 29 de abril de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
A química do networking
Para aumentar sua rede de contatos, fuja dos amigos nos encontros profissionais
Um estudo feito por professores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, sobre os encontros promovidos para que as pessoas aumentem sua rede de contatos, deu algumas dicas de como fazer sucesso nessas reuniões. Segundo os professores Paul Ingram e Michael Morris, há algumas maneiras de ser bem-sucedido nesses eventos. Encontros de associações de classe, seminários patrocinados por grandes empresas, encontros de ex-alunos, não importa, levar pessoas conhecidas nessas ocasiões reduz as chances de fazer bons contatos. Aproximar-se de pessoas já conhecidas também tem o mesmo efeito. Nos dois casos, o motivo é o mesmo. Quando há a possibilidade de se ligar a alguém já conhecido, é comum fazer menos esforço e optar pelo que é mais confortável. Outra coisa: um fenômeno conhecido como homofilia, a tendência de nos agruparmos com os semelhantes - em termos de sexo, raça, educação, origem e carreira sugere que, naturalmente, os participantes dessas reuniões não irão se misturar tanto quanto poderiam.
Os dois professores agendaram um encontro para os alunos de quatro turmas de MBA. Em uma sexta-feira, depois do trabalho, cerca de 100 pessoas, entre gerentes, empresários, consultores e banqueiros - estavam em uma recepção regada a canapés, vinho e cerveja. Para ter uma idéia precisa de quantas pessoas cada um dos convidados se relacionou, eles deram uma espécie de chip a cada um para "rastrear" os encontros. Eles marcaram também o número de convidados que cada um já conhecia. Em média, os executivos já tinham alguma aproximação com um terço dos outros colegas. Os outros dois terços eram desconhecidos. E 95% deles afirmou estar lá para conhecer gente nova. Segundo os professores, a maioria das pessoas estava fortemente disposta a fazer novas conexões que auxiliassem suas carreiras.
No final do evento, a média de encontros que cada um teve foi de 14 pessoas mas, não tão bom assim, os já conhecidos representaram metade desse total. Uma das explicação é que é realmente desafiador conversar com gente desconhecida. Se você fica próximo aos amigos, já sabe do que pode falar, conhece as piadas, sente-se mais confortável. Não é que os profissionais não façam novos contatos, apenas que fazem menos do que poderiam. O experimento mostrou também que, no início da noite, as pessoas se aproximaram dos iguais - em algum aspecto - e, mais para o final, quebraram algumas barreiras e procuraram pessoas diferentes de si mesmos. (Estudo publicado na ideas@work, da Universidade de Columbia)
Os dois professores agendaram um encontro para os alunos de quatro turmas de MBA. Em uma sexta-feira, depois do trabalho, cerca de 100 pessoas, entre gerentes, empresários, consultores e banqueiros - estavam em uma recepção regada a canapés, vinho e cerveja. Para ter uma idéia precisa de quantas pessoas cada um dos convidados se relacionou, eles deram uma espécie de chip a cada um para "rastrear" os encontros. Eles marcaram também o número de convidados que cada um já conhecia. Em média, os executivos já tinham alguma aproximação com um terço dos outros colegas. Os outros dois terços eram desconhecidos. E 95% deles afirmou estar lá para conhecer gente nova. Segundo os professores, a maioria das pessoas estava fortemente disposta a fazer novas conexões que auxiliassem suas carreiras.
No final do evento, a média de encontros que cada um teve foi de 14 pessoas mas, não tão bom assim, os já conhecidos representaram metade desse total. Uma das explicação é que é realmente desafiador conversar com gente desconhecida. Se você fica próximo aos amigos, já sabe do que pode falar, conhece as piadas, sente-se mais confortável. Não é que os profissionais não façam novos contatos, apenas que fazem menos do que poderiam. O experimento mostrou também que, no início da noite, as pessoas se aproximaram dos iguais - em algum aspecto - e, mais para o final, quebraram algumas barreiras e procuraram pessoas diferentes de si mesmos. (Estudo publicado na ideas@work, da Universidade de Columbia)
Por Fabiana Corrêa - Fonte: Revista Você S/a abril 2008 - www.vocesa.com.br
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Você faz parte de um grupo ou uma equipe?
SCHLUSS MIT LUSTING – Tradução: Acabou a diversão. Esse é o título do livro escrito pela dona da agência de publicidade Mair and Others, de Colônia, Alemanhã, Judith Mair. Em entrevista à revista Der Spiegel a publicitária relata que na entrada da agência tem uma faixa que diz “ Aqui não há lugar para quem pensa que trabalho é bom e divertido” - horrível? Ainda tem mais! Ela condena o espírito de equipe porque “essa idéia leva os funcionários a pensarem que outra pessoa vai fazer o trabalho deles” relata na entrevista. Em seu livro coloca em detalhes o seu jeito de pilotar o pessoal, como por exemplo a obrigação de todos desligarem o celular durante o expediente, de limpar a mesa no final da jornada, proibir que as conversas pessoais durante o expediente se estendam por mais de cinco minutos, além de desestimular relações de amizade no ambiente de trabalho. Em compensação, ela decreta com todas as letras: “ Só se trabalha de Segunda a Sexta-feira das 09:00 às 17h30 , é proibido levar trabalho pra casa” Em outras palavras o lema da publicitária é “ vai ser feliz em casa”. Lendo esse pequeno trecho imaginamos a pior pessoa para se trabalhar com ela, mas o objetivo de seu livro é retirar do âmbito exclusivo da atividade profissional a razão de viver das pessoas. Mas você deve estar questionando: O que tem haver isso com o tema do artigo que deveria falar sobre trabalho em equipe? Bem, o grande equívoco entre grupo x equipe, pois, o que a publicitária condena na verdade, talvez seja a falta do trabalho em equipe, pois, “Equipe é um conjunto de pessoas com objetivos comuns atuando no cumprimento de metas específicas enquanto Grupo é um conjunto de pessoas com objetivos comuns, em geral se reúnem por afinidades”. Exemplificando: Em uma partida de futebol, no estádio, há centenas de torcedores que vão assistir a partida – que podemos denominar como grupo, não se conhecem, não interagem entre si, mas tem o mesmo objetivo; assistir a partida de futebol e torcer pelo seu time. Já a equipe, nesse caso seria o time de futebol, que teve um árduo treinamento físico, técnico, interagem entre si diariamente, se conhecem, enfim trabalham juntos por uma meta específica: fazer gols com o propósito de ganhar o jogo. Há ainda uma estória sobre o corpo humano, onde um belo dia braço, pernas, ouvidos, olhos, boca, enfim cada parte do corpo começou uma grande discusão a respeito de quem era mais importante dentro desse “grupo” e cada um expunha seus argumentos, até que chegou a vez do intestino dizer: eu sou o mais importante! Todas as outras partes riram com descaso e desrespeito àquele orgão. Magoado, o intestino parou de funcionar e após alguns dias o CORPO MORREU. Em sua empresa, como tem sido o trabalho: em grupo ou em equipe? O quanto você conhece aos seus companheiros? Tem recebido feedback deles e de sua liderança? Você opina ou apenas critica a opinião do outro? Para você, é claro a definição da missão da empresa, valores, visão metas e objetivos a serem cumpridos? Qual foi a última vez que comemorou com seus colegas o bom resultado de um trabalho? Você ouve com freqüência seu colega dizer: A minha parte eu já fiz, ou mesmo você usa essa frase? Espero que tantas interrogações, leve à você, que está lendo esse artigo a refletir sobre seu posicionamento em sua equipe ou grupo. Sucesso!!!
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